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Radio Frigor
Válvulas Solenóides: localização de erros e suas correções |
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Vamos relembrar alguns conceitos sobre a Válvula Solenóide.
Para mais informações, favor consultar a Edição nº3 do Pingüim. |
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O que é válvula solenóide?
A válvula solenóide é composta por duas partes básicas: o corpo e a bobina solenóide.
A bobina consiste de um fio enrolado ao redor de uma superfície cilíndrica. Quando a corrente elétrica circula através do fio, gera uma força eletromagnética no centro da bobina solenóide, que aciona o êmbolo, abrindo ou fechando a válvula.
O corpo da válvula contém um dispositivo que permite a passagem ou não do fluido, quando a haste é acionada pela força eletromagnética da bobina. O pino é “puxado” para o centro da bobina por esta força, permitindo assim a passagem do refrigerante.
Quando a bobina é desenergizada o processo contrário ocorre, pois o peso do pino em conjunto com a força da mola instalada na parte superior da válvula faz com que volte a bloquear a passagem do fluxo através da válvula. |
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A válvula solenóide pode ser dividida em Ação Direta ou Ação Indireta (operada por piloto). O tipo de aplicação determina a utilização de cada uma delas. A válvula de ação direta é utilizada para baixas capacidades e pequenos tamanhos de orifício de passagem. O sistema operado por piloto é utilizado em válvulas de grande porte pois elimina a necessidade de bobinas e pinos maiores.
Lembrete Importante:
• Amperagem: neste boletim técnico trataremos como Corrente .
• Voltagem: neste boletim técnico trataremos como Tensão .
Sintoma: Válvula não abre.
Causa: Restrição do movimento do êmbolo ou diafragma.
O êmbolo ou o diafragma não conseguem se mover, o orifício permanece bloqueado.
Causas para este tipo de problema:
• Partes da válvula corroídas;
• Materiais estranhos no interior da válvula, como sujeira proveniente da montagem do sistema;
• Danos ao tubo de movimento do êmbolo.
• Danos ocasionados devido ao superaquecimento do conjunto durante o processo de brazagem.
• Deformação do corpo da válvula devido ao esforço mecânico.
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O espaço entre o tubo e o êmbolo é muito pequeno, de modo que qualquer presença de material estranho pode ocasionar o seu travamento.Se o movimento do pino for travado a válvula não abrirá.
Diagnóstico:
• Uma inspeção externa do tubo da válvula;
Abertura da válvula para uma inspeção interna de suas partes procurando detritos.
Ação corretiva:
Para resolver este tipo de problema, devemos abrir a válvula e efetuar a substituição do jogo de reparos da mesma. A Radio Frigor fornece para as suas válvulas o jogo de reparos, que deverá ser utilizado neste tipo de problema. Em alguns casos, devido ao dano que a sujeira ocasionou à válvula, devemos efetuar a substituição desta por uma nova.
Outra ação muito importante é verificar se existe um filtro secador antes da válvula. Em muitos casos isto não ocorre: daí o aparecimento do problema. Caso não exista, selecione um filtro secador pela capacidade frigorífica da linha de líquido e efetue a sua instalação.
Se existir um filtro é interessante verificar se o mesmo é de boa qualidade e se não está
saturado, ou seja, totalmente sujo.
Sintomas: válvula não abre
Causa: instalação elétrica incorreta ou baixa tensão da rede elétrica. |

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Se não for efetuada uma ligação elétrica correta, teremos perda de tensão através da fiação, ocasionando baixa tensão na bobina.
Se não tivermos a tensão correta chegando na bobina esta não consegue gerar a corrente necessária para criar força magnética para acionar o êmbolo.
A melhor forma para verificar se temos problema de tensão é medi-la na entrada da bobina.
Cada fabricante define a faixa limite de operação de suas bobinas. Esta normalmente acompanha o manual de instalação do fabricante. A Radio Frigor dmite uma variação de mais ou menos 5% da tensão nominal da bobina.
Deve- se tomar ainda o cuidado para não instalar bobinas com a tensão diferente da rede elétrica, por exemplo, bobina em 220V e a alimentação elétrica de 110V.
Em todos estes casos podemos ter problemas. Onde temos a tensão da rede menor que a da bobina, a válvula não irá operar, pois o campo magnético é insuficiente. No caso contrário, ocorre a queima da bobina.
Diagnóstico:
Medição da tensão na entrada da bobina com um voltímetro, que deverá estar dentro da faixa de tensão determinada pelo fabricante.
Ação corretiva:
Reparar o circuito elétrico verificando contatores, termostatos, pressostatos e toda a rede elétrica.
Sintoma: Válvula não abre.
Causa: Válvula super dimensionada (somente para válvulas de ação indireta).
Todas as válvulas operadas por piloto, ou seja, as de ação indireta, necessitam de um mínimo diferencial de pressão para que possam atuar. Se a perda de carga através da válvula for menor que o valor admissível, a válvula não abrirá, mesmo a tensão na bobina estando correta.
Existe somente uma forma para verificar esta condição que é a medição da pressão na entrada e na saída da válvula.
Este problema ocorre normalmente na partida do equipamento quando a válvula é mal instalada, porém pode ocorrer também devido às variações de carga térmica.
Diagnóstico:
A forma mais simples para verificar isto é checar a capacidade da válvula e comparar com a capacidade do sistema no ponto onde a válvula está aplicada. Podemos ainda medir a perda de carga na válvula.
Ação corretiva:
Existe somente uma solução para este problema, que é a substituição da válvula por uma de tamanho adequado.
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Sintoma: Válvula não abre.
Causa: Bobina quebrada.
Este problema ocasiona a parada da válvula solenóide imediatamente, e pode ser ocasionado por alguns motivos, tais como erro de ligação da bobina e mudanças na rede elétrica pela concessionária.
Podemos ter também a bobina queimada devido a erros de operação.
A presença de sujeira pode manter o êmbolo fora da sua posição, (fechado, por exemplo), aumentando bastante a corrente através da bobina e ocasionando o seu aquecimento. Se este problema ocorrer durante um longo período, podemos ter até a sua queima. Isto ocorre porque a bobina é projetada para trabalhar com uma determinada corrente, que é direcionada pela presença do êmbolo. Quando isto não ocorre, a corrente através dela não é direcionada e acaba aquecendo-a.
Podemos ter ainda casos onde o técnico desmonta a bobina da válvula solenóide energizada. Com isto a energia que circula na bobina livre e sem o “direcionamento” do martelo irá ocasionar um aumento da corrente e o aquecimento da bobina. A bobina irá queimar se não for interrompida a energia, ou recolocada na válvula.
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Diagnóstico:
Medição da tensão na entrada da bobina com um voltímetro, que deverá estar dentro da faixa de tensão determinada pelo fabricante. Verificar sempre se existe alguma sujeira na válvula ou se a bobina está montada corretamente e também se as proteções que acompanham as bobinas, tais como anéis o'ring, prensa e cabos, foram corretamente montados.
Observar todos os pontos acima, efetuar as suas devidas correções e em seguida, a substituição da bobina. |
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